quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Um doce de um quase avô que se foi

Infelizmente sei muito pouco sobre a vida dos meus avôs biológicos e mesmo sobre o terceiro e último marido da minha avó Alice, o vô João. No entanto percebo que todos da família falam dele com uma certa doçura no olhar. Era negro e curiosamente quinze (isso mesmo) anos mais novo (ela era filha de uma italiana com um polonês, devia ser extremamente clara, a julgar pelas fotos do meu pai quando criança, um menininho loiríssimo de olhos azuis), o que mostra a genuína e louvável falta de preconceito da parte dela. 
Morrera quando eu tinha apenas quatro anos, recordo-me vagamente dele. Só não consigo me esquecer de um certo doce que costumava fazer, cuja receita também se foi com ele. Nunca mais comi nada igual. Uma mistura de biscoito de maisena com brigadeiro, um gosto leve de doce de leite com mais algum ingrediente impossível de descrever. Um dos melhores sabores do mundo. Inesquecível.



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