Passei tanto tempo querendo, que agora nem sei se quero mais.
Não ter o que ser quer e aprender a lidar com isso...
A vida não te mima, você é que mima a vida.
Tem sempre aquela hora que paramos para decidir o que realmente é necessário naquele exato momento, somente para si mesmo. Simplesmente encontrar o que se quer. Uma busca não tão óbvia assim.
E quando finalmente sei o que quero, percebo que quero muita coisa.
A culpa não é minha. É dessa vida imensa. Dessa insatisfação constante.
Faz parte de continuar sendo. Como se é sem nada querer? Precisamos pelo menos continuar não querendo nada, supondo que já tivéssemos tudo o que posteriormente queríamos.
Muita repetição de verbo em um período composto muito longo. Não há como fugir do verbo querer.
Inundarei meus dias com as realizações de meus desejos momentâneos e de longo prazo.
É preciso determinação. Uma palavra que não entra muito no meu vocabulário mental/corporal. Sou meio guiada por atitudes que saem naturalmente, sem muito esforço, na maior parte das vezes.
Assim é muito fácil.
Alguém que não lembro, disse que quanto maior o esforço, mais doce a conquista. É, faz sentido.
Acho válido tentar pelo menos. Riscar mais uma vez o fósforo do acaso e ver o que acontece. Sim, porque afinal nunca se sabe no final, se receberemos mesmo aquilo pelo qual lutamos.
O que custa é apenas tempo e determinação. Substantivo e adjetivo mais valiosos que qualquer capital, mas que também existem apenas para serem trocados. No caso, por desejos realizados.
Plano: dar os primeiros passos para a construção dos acasos dos dias.
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